TECNOLOGIAS NO ENSINO SUPERIOR

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TECNOLOGIAS NO ENSINO SUPERIOR

INTRODUÇÃO

Acredito que não é uma surpresa mencionar que atualmente estamos vivendo em uma sociedade rodeada de informação, jornais e livros já não são mais os únicos meios de acesso a conhecimento que existem, meios tradicionais como esses estão ficando cada vez mais obsoletos e menos práticos. Pude entender um pouco mais sobre isso em um artigo educativo muito interessante que li recentemente e por isso resolvi trazer para vocês.

A autora do artigo usa como referências grandes escritores como Paulo Freire e Marc Prensky, seguindo uma lógica e mantendo seu foco narrativo para descrever, dissertar e argumentar “Tecnologias no ensino superior: metodologias de ensino e aprendizagem para a geração net”.

GERAÇÃO NET & IMIGRANTES DIGITAIS

Existe um termo conhecido como “Geração Net” descrito por Don Tapscott, que seria aquela nascida a partir de 1990. E que essas pessoas têm em comum o fato de serem “Nativos Digitais”, termo comumente utilizado por Marc Prensky. Ele também designa como “Imigrantes Digitais” todos aqueles que nasceram fora dessa era tecnológica, mas acabaram sendo inseridas nesse cenário social. O artigo que li aborda um questionamento muito importante, que é “Como fazer essa nova geração obter melhores resultados acadêmicos?

Para se chegar a uma melhor resposta sobre o tópico levantado, é importante observar como a geração está se relacionando atualmente com a tecnologia. Vemos então, que a intercomunicação se tornou parte do dia-a-dia da maioria dos jovens e adultos, esse fato acaba que influenciando muito na forma com que o conhecimento será construído nesse meio. Todos esses pertencentes a geração net tem características diferentes daqueles que seriam os imigrantes digitais. Exemplos como a independência, praticidade e a criatividade em procurar os meios mais simples de aprender.

DISCURSOS OPOSTOS

Os nativos digitais, por estarem diariamente sujeitos a uma gama de informações, em sua maioria, conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo, e por conta disso os docentes deveriam buscar meios de aproveitar isso para construir o conhecimento de seus alunos, já que segundo Parnaíba e Gobbi, o estudante quer “fazer parte”, ele quer contribuir.

O artigo traz dois discursos opostos, um deles é abordado por Prensky, que diz que os docentes não creem que os alunos consigam aprender ouvindo músicas por exemplo, e que a maioria desses imigrantes digitais acreditam que o estudo não é para ser divertido. Em oposição, Barnes, Marateo e Ferris, destacam a importância da tecnologia no ensino e expõem uma porcentagem de educadores que tentam inserir em suas aulas diferentes tipos de mídias.

EDUCADOR EDUCANDO

A autora, por meio de uma pesquisa de dados descobriu que os alunos estão buscando sempre formas mais práticas e seguras, como armazenar os dados na nuvem. Esses alunos tendem a reclamar do número reduzido de aulas práticas pois sentem necessidade em participar da construção de algo.

Para finalizar sua obra, é argumentado que aquele educador, que dialoga com seus discentes utilizando os meios mais modernos como por exemplo os blogs, possuem maiores chances de produzir absorção de conhecimento em seus discentes. E concluindo o artigo, informando que um dos maiores obstáculos seria a resistência das instituições. Porque para utilizar o potencial máximo desses recursos, seriam necessárias mudanças significativas nas bases da educação que temos hoje.

CONCLUSÃO

A computação é incrível, vem influenciando todos os meios incluindo a educação. Jovens e adultos, todos estes passam horas e horas conectados, sujeitos a altas doses de informações, fato esse que acaba gerando neles, uma tendência ao “rápido”. E de certa forma, a era da informação não é compatível com o modelo e os meios tradicionais de ensino. Acredito que nós alunos, devemos mostrar de alguma forma para as instituições, que este modelo de ensino industrial não é o que queremos e não é o que funciona, ao menos não nos dias de hoje.

Para concluir cito uma frase que ouvi em uma palestra do Murilo Gun, atualmente as pessoas não aprendem como devem pois estão em instituições de ensino, e não em instituições de aprendizagem.

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Marcelo Carvalho –

Graduando em Engenharia de Computação na Universidade Federal de Sergipe – UFS,

Diretor Comercial da SofTeam | Empresa Júnior de Computação &

Assessor de Presidência Executiva da SERJÚNIOR | Federação Sergipana de Empresas Juniores

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Marina Prado Pereira de Melo é a autora do artigo mencionado acima, ela é Bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Guarulhos. Pós Graduada em Educação do Ensino Superior pelas faculdades Metropolitanas Unidas – FMU.

By |2020-07-15T00:24:56-03:00junho 30th, 2020|Educação, Tecnologia|0 Comments

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